DATTABI — Guia do Usuário
Preview — funcionalidade em desenvolvimento. Comportamento, telas e contratos podem mudar sem aviso entre versões.
Com o DATTABI, você cria dashboards profissionais direto sobre as fontes já conectadas ao DATTA — grafo, índices de busca, bancos relacionais, warehouses, arquivos e streams — sem exportar dados nem depender de ferramenta de BI externa. Montar um painel costumava significar cópias de dados espalhadas, licença à parte e horas de retrabalho a cada mudança de fonte. Aqui você monta workspaces, dashboards, visuais e pipelines de preparação de dados com o Copilot acelerando cada etapa, e compartilha o resultado por link seguro ou publicando nos painéis de um workspace. Toda a interface e as mensagens estão em português.
Acesse pelo menu .
Quando usar o DATTABI
- Dashboards operacionais ou analíticos com atualização programada.
- Exploração visual de dados heterogêneos (grafo + warehouse + índices de busca
- arquivos + streams) num único painel.
- Transformação de dados sem escrever SQL ou DATTAX (pelos assistentes visuais de preparação) — ou com DATTAX avançado, para lógica complexa.
- Narrativa executiva gerada por IA, em PDF.
- Painéis ao vivo sobre Kafka, CDC, Neo4j CDC e polling de OpenSearch.
O DATTABI não substitui o chat operacional de fluxo, nem o DATTA Extract para cargas massivas de ELT — para isso, use o Extract com MATERIALIZE. O DATTABI é a camada de visualização e análise.
Workspaces
Um workspace agrupa dashboards, consultas DATTAX salvas e datasets preparados para um time ou um projeto — cada um com seu próprio controle de acesso.
- Na barra lateral do DATTABI, clique em + Workspace.
- Informe nome e descrição em pt-BR.
- Pronto: os dashboards criados a partir daí ficam organizados nesse espaço.
Compartilhar um workspace
O dono do workspace (ou um administrador de plataforma) controla quem entra:
- Passe o mouse sobre o workspace na barra lateral e clique no ícone de compartilhar (usuário +).
- No diálogo Compartilhamento, informe o e-mail do usuário, escolha o papel e clique em Compartilhar.
- Para trocar o papel de quem já tem acesso, use o seletor Pode visualizar / Pode editar; para remover o acesso, use o ícone de lixeira (com confirmação).
Quem recebeu o papel Pode visualizar enxerga o conteúdo mas não altera nada do workspace: dashboards, visuais, filtros, bookmarks, temas, modelos, datasets e atualização de dados ficam bloqueados para escrita, e a plataforma responde com uma mensagem amigável ("Você não tem permissão…") a qualquer tentativa. Compartilhamentos antigos, criados antes da existência do papel, continuam valendo como Pode editar.
Mudanças de papel valem imediatamente na própria tela, que invalida o cache de autorização na hora; em até 60 segundos nas demais sessões abertas. Quem recebeu o workspace por compartilhamento — mesmo com permissão de edição — não gerencia os compartilhamentos: só o dono ou um administrador.
A visibilidade das conexões dentro do workspace segue o modelo PRIVATE / WORKSPACE / PUBLIC descrito no guia de conexões.
Dashboards
Criar
- Com o workspace selecionado, clique em + Dashboard.
- Informe título, descrição e tags.
- O dashboard nasce como rascunho (
DRAFT) — não aparece para os usuários do workspace até ser publicado — e já vem com o tema da plataforma aplicado, incluindo modo claro/escuro automático.
Ciclo de vida
Um dashboard passa por três estados: rascunho (DRAFT) → publicado (PUBLISHED) → arquivado (ARCHIVED).
- Publicar torna o dashboard visível para o workspace e para quem recebeu compartilhamento.
- Arquivar o esconde das listagens preservando o histórico. Uma rotina noturna remove definitivamente os dashboards arquivados há mais de 90 dias.
- Restaurar versão: cada salvamento gera uma versão; a aba Histórico lista todas e permite voltar a qualquer ponto.
Cada transição gera evento de auditoria (DASHBOARD.PUBLISH, DASHBOARD.ARCHIVE, DASHBOARD.RESTORE).
Tipos de visual
| Visual | Quando usar |
|---|---|
Barras (bar) | Comparação entre categorias |
Linha (line) | Série temporal / tendência |
Área (area) | Série temporal com ênfase em volume |
Pizza (pie) | Distribuição em poucas categorias (até 8) |
Dispersão (scatter) | Correlação entre duas medidas |
Bolhas (bubble) | Dispersão com terceira dimensão (tamanho) |
Heatmap (heatmap) | Matriz de densidade |
Grafo (graph) | Resultado de consulta de grafo (Neo4j/GDS) |
Mapa (map) | Dados georreferenciados (lat/lon) |
KPI (big-number) | Número único em destaque |
Tabela (table) | Dados tabulares com ordenação e filtro |
O catálogo completo, com exemplos ao vivo de cada visual, está na galeria de visuais.
Cada visual tem sua própria fonte (script DATTAX ou assistente de preparação de dados), sua política de atualização e reage aos filtros globais do dashboard — que são injetados como parâmetros no DATTAX.
Editar e salvar o layout
No modo de edição, você organiza o canvas arrastando e redimensionando os cards. O arranjo (posição e tamanho de cada card) é salvo automaticamente a cada arraste, em segundo plano, com um pequeno atraso de 350 ms para agrupar movimentos sucessivos — só o último arranjo é enviado.
Para gravar na hora e sair com segurança, clique em Salvar na barra superior (o botão só aparece no modo de edição, com um dashboard aberto). O arranjo atual é persistido imediatamente, sem esperar o atraso: o botão mostra "Salvando..." enquanto grava e, ao concluir, o aviso verde "Dashboard salvo." confirma a gravação. Em caso de falha, o aviso vermelho "Não foi possível salvar o dashboard. Tente novamente." instrui o retry — e nada se perde, o arranjo permanece no canvas. Se não houver dashboard aberto, o clique apenas avisa "Abra ou crie um dashboard antes de salvar.".
No modo telefone, o mesmo botão grava o layout mobile, independente do desktop (veja Layout mobile).
O que o botão salva. Apenas o arranjo do layout (posições e tamanhos). Edições de script DATTAX, filtros e configuração de visual são salvas pelos seus próprios fluxos — que também geram versão. O salvamento manual e o automático gravam o mesmo campo, sem conflito: o último a chegar vence.
Permissão. Salvar layout exige DATTABI_EDIT, verificada no servidor: sem ela, a operação é negada com 403 e evento de auditoria. O botão só aparecer no modo de edição é uma dica visual — a barreira real é o backend.
Rastreabilidade. Cada gravação (manual ou automática) captura uma versão com o motivo "Atualizacao", então todo save fica rastreável e restaurável pela aba Histórico.
Passo a passo
- Abra o dashboard e entre no modo de edição.
- Arraste e redimensione os cards até o arranjo desejado — o salvamento automático já grava em segundo plano.
- Clique em Salvar para gravar imediatamente e ver a confirmação.
- Para ajustar o layout do telefone, ative Ver > Layout mobile (360x640) e salve novamente.
Arranjo manual e Auto-organizar
Arranjo manual. Ao arrastar ou redimensionar um card, os vizinhos nunca são empurrados — o card em movimento simplesmente não pode ser solto por cima de outro. Isso torna trivial alinhar dois gráficos lado a lado na mesma linha.
Auto-organizar. No modo de edição, o botão Auto-organizar re-empacota os cards em prateleiras, na ordem de leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita), com três garantias de usabilidade:
- Tamanho mínimo por tipo de visual — nenhum card fica menor que o padrão do seu tipo (barras e linha
6x4, tabela8x5, KPI3x3). Encolhimentos acidentais são desfeitos; ampliações feitas por você são preservadas. - Linhas preenchidas — cada prateleira é expandida (em rodízio, com teto de 2x a largura por card) até ocupar as 12 colunas: sem sobra à direita, sem um KPI sozinho virando banner de tela inteira.
- Alturas alinhadas — os cards da mesma prateleira recebem a mesma altura (a maior da linha), alinhando as bordas inferiores.
O resultado é persistido pelo mesmo caminho do arraste.
Preparar dados
O painel de preparação transforma qualquer fonte em um dataset pronto para visualizar — sem depender de um engenheiro de dados a cada ajuste. São dois modos.
Assistente visual
Acionável pelo botão Preparar dados em cada visual. O assistente detecta o tipo da fonte da conexão selecionada e adapta os passos:
- Tabela relacional (JDBC) — escolha de schema → tabela → colunas → passos (
FILTER,SELECT,MUTATE,GROUP BY,JOIN LOOKUP). - Grafo (Neo4j) — escolha de labels → travessias → algoritmos GDS (PageRank, Louvain e outros).
- Índice (OpenSearch) — escolha de índice → campos → filtros, incluindo busca vetorial (KNN) e realce.
- Arquivo (CSV/Parquet/JSON/TSV) — o schema é detectado automaticamente; remova ou renomeie colunas à vontade.
Cada passo entra na lista Applied Steps (estilo Power Query), que você pode reordenar, editar ou remover. A cada mudança, a pré-visualização recarrega — com cache de duas camadas, os resultados aparecem em segundos.
Modo avançado (DATTAX)
O botão Modo avançado, no topo do painel de preparação, mostra o DATTAX gerado pelos passos — que você pode editar livremente. O script fica salvo como dataset de preparação e pode alimentar qualquer visual. Veja a referência da linguagem DATTAX.
Pedir em português
O campo NL Prep recebe um pedido em linguagem natural e gera o DATTAX sugerido. Exemplo:
"pegue a tabela
vendasdo warehouse, filtre ano 2025, agrupe por região e ordene decrescente pelo total"
O Copilot usa o contexto do catálogo (conexões disponíveis e schemas descobertos automaticamente pela catalogação) para gerar o script — e você vê a diferença antes de aplicar.
Perfil dos dados
O botão Perfil gera um raio-X estatístico por coluna, sobre uma amostra de até 2.000 linhas do pipeline atual:
- Tipo inferido (numérico ou texto), contagem e percentual de nulos, e distintos.
- Colunas numéricas: mínimo, máximo, média, mediana e histograma em 10 faixas.
- Colunas de texto: valores mais frequentes, com contagem e percentual.
As estatísticas são calculadas dentro da plataforma, sem depender de nenhum serviço externo. Exige a permissão DATTABI_VIEW.
Importar ou consultar ao vivo
Cada dataset tem um modo de carga, alternável na barra do painel de preparação:
| Modo | Comportamento | Quando usar |
|---|---|---|
Importar (IMPORT, padrão) | O resultado é cacheado normalmente | Fontes estáveis; resposta instantânea nos visuais |
Consulta direta (DIRECT_QUERY) | Os visuais re-consultam a fonte ao vivo, com cache de render de apenas 15 segundos | Fontes (Trino, JDBC, OpenSearch) que mudam o tempo todo e precisam estar sempre frescas |
O modo fica persistido no próprio dataset (campo loadMode).
Copilot
No editor de visuais
Ao editar um visual, a barra do Copilot aceita pedidos em pt-BR como "adiciona uma série que mostra a diferença percentual vs ano anterior" — e o Copilot edita o DATTAX do visual em linha.
No dashboard publicado ("Perguntar ao dashboard")
Na barra superior do dashboard publicado, o Copilot responde perguntas em linguagem natural sobre os dados já renderizados. O contexto é montado a partir dos resultados em cache e enviado ao modelo, que pode resolver cálculos adicionais executando DATTAX quando necessário.
Proteções aplicadas:
- Acesso — a cada requisição, antes de montar o contexto, a plataforma confere se você é dono do dashboard, se recebeu compartilhamento ou se apresentou um token de link válido.
- Limite de uso — 20 requisições por minuto e 200 por hora, por usuário.
- Privacidade — o prompt instrui o modelo a recusar respostas que exponham campos marcados como sensíveis (
pii=true) pela catalogação.
Atualização automática dos visuais
Defina quando cada visual — ou o dashboard inteiro — se atualiza, pelo diálogo Agendar refresh:
| Modo | Comportamento |
|---|---|
ON_OPEN | Atualiza sempre que o dashboard é aberto |
MANUAL | Só atualiza ao clicar no botão de atualizar |
EVERY <duração> | Atualiza a cada N (ex.: EVERY "5m") |
CRON <expressão> | Cron no estilo Quartz (ex.: CRON "0 0 8 * * *") |
AFTER_MATERIALIZATION | Dispara quando o dataset materializado atualiza |
O agendador usa virtual threads e uma coordenação distribuída para que, mesmo com várias instâncias da plataforma no ar, cada execução aconteça uma única vez. Os resultados de render ficam em cache de duas camadas (memória + cache compartilhado com TTL).
Para a atualização dos datasets materializados (completa ou incremental, com histórico e reversão), veja o agendador de atualizações.
Compartilhar por link
O diálogo de compartilhamento cria links de acesso ao dashboard:
- Visibilidade — apenas membros do workspace (o link só funciona para quem já tem acesso pelo relacionamento de compartilhamento) ou protegido por senha (link aberto que exige a senha que você definir, guardada de forma segura e nunca legível). Por decisão de segurança, dashboards do DATTABI não oferecem link público anônimo, ainda que o modelo de link suporte token assinado.
- Expiração — opcional, até 90 dias no futuro.
- Limite de aberturas — opcional; o link deixa de funcionar depois de N visualizações.
- Revogação — um administrador pode revogar um link instantaneamente, e a revogação é conferida a cada acesso.
O link abre uma página de leitura dedicada, sem barra superior. Todo acesso por link gera evento de auditoria (SHARE.VIEW).
Publicar nos painéis de um workspace
Em Compartilhar > Publicar no workspace, o dashboard vira um painel do workspace escolhido. A partir daí ele aparece em e fica acessível automaticamente a todos com acesso àquele workspace. No gerenciador de workspaces, painéis publicados exibem o selo Dashboard BI e o botão Abrir dashboard. Veja o guia de painéis.
Exportar
O diálogo de exportação gera relatórios prontos para distribuir:
- PDF — com opção de narrativa executiva gerada pelo Copilot no início do documento, em três estilos (
executiva,tecnica,storytelling), e rodapé com número de página e data/hora. O limite é de 20 páginas por exportação; acima disso o PDF sai truncado, com aviso claro. - PNG — a imagem é rasterizada no próprio navegador e enviada à plataforma, que a empacota.
- CSV — um arquivo compactado com um CSV por visual, com escape correto de quebras de linha e aspas. Limite de 100 mil linhas por visual.
Há um limite de 5 exportações por minuto por usuário.
Versionamento
Toda mudança em layout, script DATTAX ou configuração de visual cria uma versão do dashboard:
- A aba Histórico lista as versões com autor, data/hora e o delta da mudança.
- Restaurar aplica a versão ao rascunho atual — não publica automaticamente.
- As versões ficam no grafo, ligadas ao dashboard pelo relacionamento
TEM_VERSAO.
Painéis ao vivo (streaming)
Painéis alimentados por DATTAX de streaming atualizam sozinhos, sem recarregar a página.
Criar um painel de stream
- Adicione um visual do tipo Stream.
- Escreva o DATTAX começando em
FROM STREAM <KIND> "<nomeDaConexao>". - Termine com
|> STREAM OUTPUT. - O painel abre um canal WebSocket com a plataforma (com SSE como alternativa) e mostra os eventos chegando ao vivo, com pausa e retomada.
Fontes suportadas
Antes de assinar, a plataforma valida se a fonte suporta streaming nativo:
| Situação | Fontes |
|---|---|
| Suportado | KAFKA, PULSAR, NEO4J_CDC, CDC (via Debezium), OPENSEARCH_POLL |
| Não suportado | TRINO, IMPALA, BIGQUERY, SNOWFLAKE — a mensagem em pt-BR orienta a usar MATERIALIZE ... AS ICEBERG periodicamente |
Limitações atuais
- JOIN entre dois streams — rejeitado. Só há
JOIN ... AS LOOKUP(enriquecimento por consulta de referência). - Buffer de replay — os últimos 100 eventos são reapresentados na reconexão. Para replay completo, consuma com
STARTING FROM EARLIESTao criar a assinatura. - Estado — até 10 mil chaves abertas por assinatura; acima disso, o estado transborda para o cache da plataforma (impacto de latência de cerca de 5 ms).
- Limite de uso — 10 eventos por segundo por usuário (configurável).
Detalhes em DATTAX — streaming e no runbook de streaming.
Para cruzar fontes por chave (JOIN) em tempo real ou em lote, use a consulta DATTAX personalizada da Criação rápida, que aceita |> JOIN (...) ON ....
Criação rápida
O DATTA BI oferece dois caminhos para montar um dashboard:
- Modelagem completa (preparação → modelo de dados → dataset → visual) — para tratar o dado antes de visualizar. Continua disponível como sempre.
- Criação rápida — para mostrar o dado de uma fonte já existente na plataforma, sem a etapa de modelagem.
O botão Criação rápida, na barra do dashboard, abre um diálogo com duas abas. Em um só passo ele cria um dataset (com a consulta já derivada — renderiza na hora), um modelo de dados automático ligado a esse dataset (que fica de primeira classe e refinável depois na preparação) e um dashboard no seu espaço, com um visual em lista (tabela).
Aba "Fontes de dados" (multi-fonte)
Lista as fontes catalogadas da plataforma (Neo4j, OpenSearch, Trino, agentes JDBC) e permite mesclar várias fontes num único painel. Para cada fonte você escolhe:
- o tipo — Neo4j, OpenSearch, Trino, JDBC ou Kafka (tempo real);
- o recurso — label do grafo, índice, catálogo Trino, agente JDBC ou tópico Kafka — e, quando aplicável, a tabela e o database/schema;
- quais campos projetar (multi-seleção), útil para alinhar colunas entre fontes de schemas diferentes.
Use + Adicionar fonte para empilhar quantas fontes quiser. A mescla é feita por UNION por nome de coluna: os registros de todas as fontes são empilhados, e as colunas ausentes em uma fonte ficam nulas.
Ao escolher um tópico Kafka, o diálogo avisa que a fonte é de tempo real: na Criação rápida o Kafka entra como fotografia em lote (as últimas mensagens do tópico), não como atualização contínua ao vivo — para o ao vivo, veja Painéis ao vivo. Se o broker ou o tópico estiver indisponível, o painel mostra a tabela vazia em vez de quebrar.
Aba "Consulta personalizada"
Um campo de texto para escrever DATTAX completo — junções, agregações e filtros que a interface multi-fonte não modela. O botão Validar confere a sintaxe antes de criar. Esta é a via para cruzar fontes por chave (JOIN) ou agregar; a aba de fontes só faz UNION (empilha registros).
Precedência e validação
A Criação rápida exige a permissão DATTABI_EDIT. Quando mais de uma opção é informada, a precedência é: consulta personalizada (até 20 mil caracteres) > multi-fonte (UNION) > fonte única (o caminho legado, mantido para clientes antigos). Todos os identificadores de fonte, tabela e campo são validados antes de compor a consulta — nomes fora do padrão seguro são rejeitados; e no caso do Kafka o broker nunca vem do pedido: a conexão é resolvida no servidor.
Onde o dashboard fica
O dashboard nasce no seu espaço (você é o dono). Para distribuí-lo, use o compartilhamento por link ou publique-o nos painéis de um workspace.
Recursos avançados
Análise estatística com R
No modo Editar, a aba Análise R do painel direito roda um script R sobre uma amostra do dataset selecionado:
- O data.frame de entrada chega como
.dattax_in; o resultado final deve ser.dattax_out(ou a última expressão, um data.frame). - O botão Pedir em pt-BR gera o script pelo Copilot.
- Executar roda o script em ambiente isolado e devolve o data.frame resultante.
Exige a permissão DATTABI_R_EXECUTE. Veja o guia de análise estatística com R.
Gerar dashboard com IA
O botão Gerar com IA, na barra superior, abre um diálogo onde você descreve o painel em português e, opcionalmente, seleciona datasets do workspace. O Copilot propõe os gráficos em pré-visualização e, ao confirmar, cria e abre o dashboard pronto — devolvendo o identificador do dashboard, o workspace, o endereço de abertura e um resumo. Exige a permissão DASHBOARD_WRITE.
Temas visuais
Em , o editor oferece:
- Aba Visual — seletores de cor para a paleta (primária, secundária, destaque, fundo, texto), cores das séries dos gráficos (com adicionar e remover), fontes e pré-visualização ao vivo.
- Aba Avançada (JSON) — edição e importação do JSON do tema (caminho legado).
Temas existentes podem ser editados pelo botão Editar no card e definidos como padrão do workspace.
Layout mobile
No menu Ver > Layout mobile (360x640), o canvas passa a um frame de telefone com grade de 4 colunas. O layout mobile é independente do desktop. A ação Copiar layout do desktop semeia o mobile empilhando os visuais em coluna única, na ordem de leitura — um ponto de partida para ajustar. Salve normalmente; o layout do telefone não interfere no do desktop.
Linhagem de dados
O grafo de linhagem inclui nós de Dashboard e Chart, além de Dataset, Processo e Coluna. As arestas são gravadas de forma idempotente:
- ao salvar um visual:
(Dashboard)-[CONTAINS]->(Chart)e(Dataset)-[FEEDS]->(Chart); - ao materializar na preparação:
(dataset materializado)-[DERIVES_FROM]->(fonte).
A instrumentação é best-effort (dispara e segue) e nunca quebra o fluxo de salvar ou materializar — você sempre sabe de onde veio cada número, sem risco para a operação.
Galeria e modo somente-visualização
Para consumo (e não autoria), o DATTABI oferece duas telas pensadas para quem só quer ver os painéis prontos, sem risco de editar.
Galeria do DATTA BI
A entrada Galeria, no menu lateral dentro do grupo , mostra uma grade de miniaturas de cerca de 3,5 polegadas de todos os dashboards do BI, agregando os workspaces em paralelo.
Cada card prioriza o screenshot real do dashboard: o próprio navegador rasteriza o DOM já renderizado — cards, tabelas, slicers, SVGs, formatação condicional e canvases saem exatamente como na tela, nenhum objeto se perde — depois que todos os objetos terminaram de renderizar (gráficos concluídos, fontes carregadas, imagens decodificadas e uma folga para as animações). A imagem é então reduzida com alta qualidade para 3,4 polegadas de largura (653 px a 192 dpi, com a densidade física gravada no próprio PNG) e publicada. O desenho sintético gerado no servidor é apenas o fallback enquanto nenhum screenshot foi publicado.
Quando a galeria recebe um card ainda sintético, ela regenera o screenshot em segundo plano: um quadro oculto carrega o dashboard de verdade, espera a renderização completa, fotografa, publica — e o card se atualiza sozinho. Para não sobrecarregar, a regeneração acontece um dashboard por vez. Qualquer mudança em dashboard ou visual invalida todas as variantes da miniatura, e a próxima visita à galeria dispara a recaptura.
- Campo de busca por nome do dashboard ou nome do workspace.
- Estados de carregando, vazio e erro em pt-BR, com botão Tentar novamente no erro, sem recarregar a página.
- Clicar num card abre o dashboard travado em modo somente-visualização, sem sair do shell.
Modo somente-visualização
O dashboard aceita os parâmetros ?mode=view (ou ?viewer=1) na URL. Nesse modo:
- O dashboard nasce travado: o botão de editar dá lugar à pílula estática Visualização; a barra de ações (Exportar, Salvar, Gerar com IA, Editar interações), o menu de contexto e o chip de modelo ficam ocultos.
- A barra lateral esquerda (lista de dashboards e campos) e o painel direito (Propriedades, Preparação, Copilot) ficam escondidos; o canvas ocupa a largura total.
- Você continua interagindo com o painel: filtros do topo, filtro cruzado (clicar num visual filtra os demais) e drill-down e drill-up.
É o modo usado tanto pela Galeria quanto pela galeria Painéis do workspace (veja workspaces) ao abrir um dashboard de BI.
Visualizar painéis de canvas sem o construtor
Painéis de canvas (montados no construtor de painéis) têm um modo embed (?embed=1) que renderiza o painel sem nenhuma barra de construção — usado para abrir o painel em visualização limpa, sem expor o construtor.
Na galeria Painéis do workspace, painéis de canvas não aparecem (só dashboards do BI, nativos e vinculados — veja workspaces). Não há hoje um passo de "publicar canvas na galeria".
Solução de problemas
| Sintoma | O que fazer |
|---|---|
| Visual mostra "Não foi possível carregar os dados" | Clique em Tentar novamente; se persistir, confira a conexão da fonte no guia de conexões |
| Dashboard vazio logo após criar uma conexão | A catalogação automática ainda está rodando — os datasets aparecem em tempo real assim que ela concluir |
| Copilot responde que o limite de uso foi excedido | Aguarde um minuto ou peça ao administrador um limite maior |
| PDF truncado | Reduza a quantidade de visuais ou exporte por páginas |
| Painel ao vivo fica "sem eventos" | Verifique se a fonte está publicando e consulte as métricas de atraso da assinatura de stream — veja a referência de API |
Toda falha exibe mensagem clara em português com a opção Tentar novamente, e as operações longas continuam em segundo plano, sem travar a tela. As ações do usuário são registradas na trilha de auditoria da plataforma.
Os endpoints usados por esta tela — workspaces e compartilhamentos, dashboards e versões, exportação, links de compartilhamento, Copilot, Criação rápida, datasets, miniaturas, perfil de dados, execução de R, validação de DATTAX, assinatura de streams e linhagem — estão catalogados na referência de API.