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Tipos de anomalia

TL;DR: a aba Tipos de anomalia, dentro de Processar → Regras, administra a classificação que a triagem usa. O nível diz a gravidade do desfecho; os tipos aninhados nele são a taxonomia nominal de cada contexto. A lista que o modelo enxerga é montada a partir daqui — editar nesta tela muda o resultado da triagem, sem deploy.

Onde fica

Processar → Regras, aba Tipos de anomalia. Quem tem permissão de leitura vê a classificação; alterar exige a mesma permissão de edição de regras.

Nível e tipo — a diferença que importa

Nível é gravidade. A plataforma nasce com quatro, que correspondem ao veredito que a triagem grava no laudo:

NívelSignificaCor
Sem contextoNão há dados suficientes no processo para avaliar a regraneutra
ConformeO processo cumpre a regraverde
AnomaliaA regra foi descumpridaâmbar
Anomalia críticaDescumprimento grave, que compromete a validade do atovermelha

Esses quatro aparecem com o selo padrão e não podem ser excluídos — o laudo, o motor de fluxo e a consolidação de vereditos leem exatamente essas classificações, e removê-las faria a triagem deixar de reconhecer o próprio resultado. Renomear, recolorir e desativar continuam disponíveis, e níveis próprios podem ser criados.

Tipo é a natureza da anomalia — Retrocesso de Rito, Prazo Vencido, Incompetência. Cada tipo pertence a um nível e vale para um contexto, porque a taxonomia de um domínio não descreve o outro. Ao criar um tipo, você escolhe o contexto; ao mover um tipo de nível, o vínculo anterior é substituído, nunca somado.

O que a triagem faz com isso

A lista de tipos ativos do contexto é oferecida ao modelo no momento da análise, como as opções que ele pode escolher ao descrever uma anomalia. Duas consequências práticas:

  • Contexto sem tipo cadastrado deixa o campo livre: o modelo descreve a anomalia com as próprias palavras, que era o comportamento anterior de todos os domínios exceto o processual civil.
  • Desativar um tipo o retira das opções sem apagar o histórico — laudos antigos que o citam continuam legíveis.

Declarar o desfecho na regra

Cada regra declara qual nível cada resultado produz, em Resultado da regra, no formulário de criação e de edição:

DesfechoPadrão
Quando a regra é cumpridaConforme
Quando faltam dados no processoSem contexto
Quando a regra é descumpridaAnomalia

É assim que uma regra crítica passa a produzir Anomalia crítica sem depender de o modelo escolher a gravidade. Regras criadas antes desta tela seguem com os padrões acima, sem necessidade de migração.

Tudo o que a tela faz também está disponível por API — os endpoints estão na seção Referência de endpoints. Toda alteração gera evento de auditoria e aparece no Log do Sistema.

Anti-patterns

  • Excluir um nível para "limpar" a lista: desative-o, senão as regras que o declaram passam a apontar para uma classificação que não existe mais.
  • Criar o mesmo tipo em vários contextos com nomes ligeiramente diferentes — o laudo fica incomparável entre domínios.
  • Tratar o nível como categoria temática. Gravidade é gravidade; a natureza da anomalia é o tipo.