Excluir processo com justificativa
Um processo carregado por engano, duplicado ou com dados inconsistentes não precisa mais de intervenção técnica para sair do ar — e nem deve sair sem deixar rastro. Direto do painel de processos, quem tem a permissão certa remove o processo com justificativa obrigatória, e a plataforma cuida do resto: apaga tudo o que pertence só àquele processo, preserva o que é compartilhado, tira os trechos dele da busca e do chat, e registra quem excluiu, quando e por quê na trilha de auditoria.
Operação destrutiva e auditada. A exclusão remove o processo com seus documentos, trechos indexados e auditorias, e não pode ser desfeita pela interface.
Antes disso, remover um processo exigia intervenção manual direto na base de grafo — sem rastro auditável e com risco de apagar entidades compartilhadas por engano. E mesmo assim os trechos do processo continuavam na base de busca, reaparecendo em consultas e no chat.
O que é removido — e o que é preservado
A exclusão é cirúrgica: apaga apenas o que pertence exclusivamente ao processo —
- os documentos vinculados a ele e os trechos indexados de cada documento;
- as auditorias (laudos de triagem) e os trechos de cada auditoria.
Entidades compartilhadas — pessoas, empresas, órgãos julgadores, magistrados, temas — que podem pertencer a outros processos são preservadas intactas.
A remoção vale de ponta a ponta: o processo some do painel na hora e os trechos dele deixam de aparecer na busca e no chat.
Passo a passo
- Abra o painel de processos ().
- Localize a linha do processo. Se você tem a permissão, verá o ícone de lixeira na coluna de ação (ao lado do botão de reprocessar).
- Clique na lixeira. Abre a janela Excluir processo.
- Leia o aviso — a ação remove o processo, seus documentos e auditorias, e não pode ser desfeita — e preencha a Justificativa (obrigatória para auditoria). Sem ela, o botão de confirmação fica desabilitado.
- Clique em Excluir processo.
- Em caso de sucesso, a linha some do painel e um aviso verde confirma ("Processo excluído."). Em caso de problema, a mensagem vem clara e em português — por exemplo, permissão negada ou processo não encontrado.
- Os totalizadores do topo e o total da paginação são recontados na hora, já sem o processo excluído. Se ele era a última linha de uma página, o painel volta uma página em vez de deixar você numa página vazia.
A operação contabiliza quantos documentos, quantas auditorias e quantos trechos foram removidos — os mesmos números que ficam registrados na trilha de auditoria.
Exemplo prático
- Durante a conferência do acervo, você percebe que o processo
0001234-56.2024…foi carregado duas vezes. - No painel de processos, clique na lixeira da linha duplicada.
- Justificativa: "Processo duplicado, carregado por engano na ingestão de 15/07."
- Confirme em Excluir processo. A duplicata some do painel, da busca e do chat — e a original permanece intacta, com todas as partes e entidades compartilhadas preservadas.
Quem pode excluir
- A exclusão exige a permissão
PROCESSOS_DELETE(categoriaPROCESSOS, marcada como sensível: "Excluir processos do painel (operação destrutiva, exige justificativa em auditoria)"). Por padrão ela é concedida aos perfisADMINeADVANCED_USER. Como toda permissão sensível, prefira limitá-la a perfis com responsabilidade de curadoria — ajuste em . - O ícone de lixeira só aparece para quem tem a permissão, mas isso é apenas dica visual. A barreira real é da plataforma: sem a permissão, a exclusão é negada, independentemente do que a interface mostra. Estar autenticado não basta.
Trilha de auditoria
Toda exclusão registra o evento PROCESSOS.PROCESSO_DELETED com quem excluiu (o usuário autenticado; sem identidade, system), qual processo, em qual contexto, quantos documentos, auditorias e trechos foram removidos e a justificativa informada. A justificativa é higienizada (aspas e quebras de linha são retiradas) para não quebrar o formato do registro.
Os eventos vão para o índice de logs da plataforma (otel-logs-*), correlacionados por trace_id / span_id — a exclusão deixa um rastro completo, do clique até as operações no grafo e na base de busca.
O que acontece nos bastidores
- Cache do painel invalidado na hora. Logo após a remoção no grafo, o cache do painel de processos é limpo (memória local e chaves compartilhadas sob
datta:processos:dashboard:*), junto com o cache de esquema. Assim o processo excluído não reaparece dentro da janela de 60s de cache do painel. - Limpeza da busca em segundo plano. A retirada dos trechos da base de busca é best-effort: não bloqueia a resposta nem desfaz a exclusão no grafo. A varredura casa três famílias de registro no índice do contexto — os registros de texto integral, os trechos legados e os trechos sem o número do processo preenchido. Filtrar só pelo número deixava registros órfãos: na limpeza total de 17/07/2026, 483 registros casavam e 733 não. Na mesma ocasião, 575 trechos ficavam órfãos no grafo — por isso os trechos dos documentos passaram a entrar na cascata de exclusão.
- Tolerante a índice quente. Conflitos de versão durante a limpeza não abortam a operação; a varredura segue até o fim.
- Códigos dos documentos coletados antes. Os códigos dos documentos são lidos antes da remoção no grafo, justamente para alimentar a limpeza na base de busca.
- O número viaja como parâmetro, não dentro do endereço. Numeração de tribunal superior traz barra —
AREsp 1.627.029/RSé o caso real. Barra dentro do endereço é recusada pela plataforma antes mesmo da autenticação, e a recusa vinha sem mensagem: a tela mostrava o aviso genérico "Não foi possível excluir o processo. Tente novamente." para um pedido que nunca havia chegado ao servidor — e que, por isso, também não deixava registro em log para procurar. Passando o número como parâmetro, a barra passa. Vale igualmente para atribuir o responsável e para baixar os PDFs do processo.
Como operar (administrador)
- Investigar exclusões: consulte os registros da plataforma filtrando por
event=PROCESSOS.PROCESSO_DELETEDpara ver o autor, o número do processo, o contexto, as contagens e a justificativa. - Trechos órfãos: se a limpeza na base de busca falhar, um aviso fica registrado nos logs da plataforma. A limpeza pode ser reexecutada pela operação interna equivalente, que exige a permissão
SEARCH_EXECUTE, é idempotente e aceita a lista de códigos de documento — informe essa lista para cobrir também os registros de texto integral e os trechos legados; sem ela, só o número do processo é casado.
Limitações conhecidas
- Sem desfazer pela interface: a exclusão é definitiva. Havendo dados ainda existentes porém desconectados, o time de operação tem um procedimento de recuperação.
- Documento compartilhado entre processos: se um documento estava vinculado a mais de um processo, ele (e seus trechos) é removido junto com o processo excluído.
- Limpeza da busca é assíncrona: a confirmação garante a remoção no grafo; a retirada dos trechos da busca acontece em seguida e, se falhar, fica registrada em log sem reverter a exclusão.
- Contexto certo: a exclusão age no contexto indicado ou, na ausência dele, no contexto ativo. No contexto errado, o processo simplesmente não é encontrado — nada é apagado por engano. Se não houver contexto ativo configurado, a plataforma orienta a cadastrar um em Sistema.
A exclusão também está disponível para integrações, com a mesma exigência de justificativa, a mesma checagem de permissão e a mesma trilha de auditoria — as rotas estão na referência de API.